Sacerdócio Universal

 

Sacerdócio Universal de todos os Santos

Mas vós, sois a geração eleita, o sacerdócio real

, a nação santa, povo adquirido para que anuncieis as virtudes,

daquele que vos chamou das trevas

para sua maravilhosa luz” (1ªPd 2:9)

            Em cristo ninguém vive para si. Somos chamados a viver nele, por ele e para ele. Também somos chamados a viver para o outro, porque nele somos sacerdotes não para si como quem goza de um status, mas para amar e servir o próximo. Os que tem essa consciência vivenciam essa realidade não como quem parte numa militância de evangelismo proselitista institucional, mas vivenciam essa realidade da mesma forma que respiram, dormem, comem e em qualquer lugar e hora. Nele vaza pelo gestos, compromissos e falas o que está cheio o coração. Nele se manifesta os frutos do Espírito, o que emana é o espírito da graça.

1º O que é Sacerdócio universal de todos os santos?  

Essa doutrina do Sacerdócio universal de todos os santos, foi redescoberta e valorizada pela reforma protestante. Ela consiste na afirmação de que todos os cristãos pertencem a raça eleita e são sacerdotes. Essa doutrina reconhece que todos os cristãos são chamados e desempenharem ministérios os quais Deus realiza seu propósito de salvar o mundo. E está fundamentada basicamente em: (1ºPd 2.9; Ap 1.6; At 6; Hb5.1-10; 1ª Cor 12; Rm 12). Essa doutrina sofreu no decorrer da história as mais terríveis distorções, que geraram consequências danosas ao evangelho.           Nos dias de hoje podemos verificar algumas discrepâncias por causa dessa convicção de que todos são sacerdotes. Alguns contra o evangelho, passaram a defender que não há necessidade de uma ordem eclesiástica, e buscam a secularização da igreja. Outros defendem a abolição do ministério como uma ordem distinta, argumentando que cada cristão é seu próprio sacerdote. Ainda outros assumem papel de primazia, de sacerdote exclusivo, de cobertura espiritual, justamente ignorando a doutrina de que todos são sacerdotes. Neste estudo iremos entender que em Cristo segundo o evangelho, essas posturas são perversões.

 

2º Sacerdócio é Serviço

Todo cristão é um sacerdote? Sim, mas a questão essencial é: Todo cristão é um sacerdote para alguém.  Somos todos sacerdotes uns para os outros. De fato, não devemos pensar em clero e laicato; ministério e membresia, porque todo cristão em virtude de seu batismo é um sacerdote. E isto significa que o ofício sacerdotal são propriedade comum de todos os cristãos, e não prerrogativa de uma casta, de um grupo especial. Portanto é direito e responsabilidade de todo cristão, pregar o evangelho, batizar, celebrar a santa ceia, orar pelos outros e julgar a doutrina. No entanto, precisamos perceber que o sacerdócio universal é tanto um privilégio, como também uma responsabilidade (1ºPd 2.9).    O nosso sacerdócio deriva de Cristo. Se ele é filho, somos filhos, se ele é rei, somos reis, se ele é sacerdote, somos sacerdotes. A nossa unidade e igualdade em Cristo é demonstrada por nosso amor mútuo e nosso cuidado uns com outros. O fato de que todos somos sacerdotes e reis, significa que podemos e devemos nos apresentar perante Deus para interceder pelo outro.

A igreja, portanto, é uma comunidade de intercessores, um sacerdócio de amigos a serviços mútuo. O sacerdote bíblico é alguém tirado do meio do povo para servir o povo (Hb 5.1-10). A implicação disso tudo, é que ninguém segundo evangelho, pode e conseguirá ser um cristão sozinho. Assim como não podemos nascer de nós mesmos, batizar a nós mesmos, não se pode servir a Deus sozinho. Portanto, a igreja é a comunhão do santos, e por isso a bíblia diz: “não deixeis de congregar como é costume de alguns…(Hb 10.19-25).

  1. Como relacionar sacerdócio ao oficio do Ministério?

Todos os cristãos têm direitos iguais quanto aos tesouros da Igreja: Sacramentos, oração, Evangelizar e etc. Porém, segundo o mover do Espírito nem todos podem ser mestres, nem todos podem ser pastores, nem todos podem ser conselheiros. O Espirito estabelece e distribui dons e ministérios segundo a necessidade do corpo. Em outras palavras tem de ter chamado. Tem de ser instituído por Deus (1º Cor 12.27-30; Rm 12.1-13; Hb 13.17…). A igreja como reunião de ovelhas que ouvem a voz do seu pastor, precisa com tremor e temor se curvar e considerar a revelação de Deus. Sendo assim, fica o entendimento para fé, que todos somos em Cristo, reis e sacerdotes. E essa condição exige romper com próprio umbigo e se colocar a serviço do outro e da comunhão.

 

Conclusão

Essa doutrina do sacerdócio de todos os santos redescoberta pela reforma, de forma alguma pode continuar negligenciada, é necessário valorizarmos aquilo que custou caro para ser recuperado. Hoje a igreja está perdendo a cada dia a visão de serviço e da comunhão. Não há como ser cristão isolado do corpo, não há como manifestar os frutos de justiça sem o serviço ao próximo. Que o mover do espirito seja o bíblico de dons e ministério e não inventado pela igreja. Que não haja mais fogo estranho entre nós. Que não haja gurus determinando o caminhar e a vida da igreja. Que ninguém se isole do corpo como costume de alguns.

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